LONDRES - Uma em cada cinco espécies de animais do planeta está ameaçada de extinção, segundo dados das Nações Unidas. A ONU lançou ontem o "Ano da Biodiversidade", campanha que tem como objetivo chamar a atenção dos governantes e da população para a necessidade da preservação de plantas e animais. No início do mês, o World Wildlife Fund (WWF) divulgou uma lista com os principais animais ameaçados de extinção. Confira a lista ou clique aqui para ver as fotos de todos os bichos.
1- Tigre: Novos levantamentos indicam que existem menos de 3,2 mil tigres na natureza. Hoje, só restam apenas 7% do habitat natural destes animais. O extermínio dos tigres também está ligado à falta de informação. Em muitas partes da Ásia, eles são caçados porque partes do seu corpo são consideradas medicinais.
2 - Urso polar: O urso polar se tornou o principal símbolo dos animais que perdem seu habitat natural devido ao aquecimento global. A elevação da temperatura no Ártico é uma das principais ameaças aos ursos, assim como os petroleiros e os derramamentos de óleo na região.
3 - Morsas: Os mais novos animais a entrarem para a lista dos ameaçados, as morsas também são diretamente afetadas pelo aquecimento global. Em setembro, 200 morsas foram encontradas mortas nas praias do Alasca. Com o derretimento das geleiras, os animais estão ficando sem comida.
4- Pinguim de Magalhães - O aquecimento das correntes marítimas tem forçado os pinguins a nadarem cada vez mais longe para achar comida. Não à toa, os bichinhos têm aparecido nas praias do Rio de Janeiro, muitas vezes magros demais ou muito doentes. Doze das 17 espécies de pinguins estão ameaçadas pelo aquecimento global.
5- Tartaruga-gigante: Também conhecida tartaruga-de-couro, elas são um dos maiores répteis do planeta, chegando a pesar 700 quilos, e existem há mais de 100 milhões de anos. Porém, estimativas de cientistas mostram que há apenas 2,3 mil fêmeas no Oceano Pacífico, seu habitat natural. O aumento das temperaturas, a pesca e a poluição têm ameaçado a procriação destes bichos.
6 - Atum azul: Um dos ingredientes principais do sushi de boa qualidade, o atum encontrado nos oceanos Atlântico e Mediterrâneo está sendo extinto por causa da pesca predatória. Uma proibição temporária da pesca desta espécie de atum, segundo cientistas, ajudaria a população dos peixes a voltar a um equilíbrio. Segundo o WWF, a população pode proteger estes animais diminuindo a ingestão do peixe.
8 - Borboleta monarca: As temperaturas extremas são a principal ameaça destas borboletas, que todo ano cruzam os Estados Unidos em busca do calor mexicano. Elas vivem em florestas de pinheiros, área cada vez mais ameaçada pelo aquecimento global e urbanização crescente.
10 - Panda: Restam apenas 1,6 mil pandas na natureza, de acordo com o WWF. Eles vivem nas florestas da China, que estão cada vez mais ameaçadas pelo crescimento das cidades chinesas. Existe mais de 20 áreas de proteção ambiental no país para proteger estes animais. Metade dos pandas vive hoje em áreas protegidas ou em zoológicos.
Gostei da matéria porque não é uma simples lista!
ResponderExcluirMostra as razões pelas quais esses animais estão sendo extintos.
Se muitas têm por trás crueldade, vaidade e visam ao lucro, ainda existem situações que tem como pano de fundo costumes, aspectos culturais antigos, arraigados...
Em quaisquer dos casos, é bem difícil reverter o quadro, mas, quando o motivo está em tradições ancestrais, ao menos penso que existe algo um pouco mais compreensível.
Lembro do caso das tartarugas marinhas do Projeto Tamar, no qual foram necessários muitos anos para se obter resultados, que somente agora estão aparecendo.
O fato é que culturalmente as tartaruguinhas eram apreciadas ou fonte de renda para habitantes quase que isolados e sem informações a respeito do mal que estavam causando ao manter aqueles hábitos.
O trabalho educativo dos biólogos do Tamar está conseguindo reverter isso por meio da inclusão dos próprios moradores no trabalho de cuidar dos berçários até que os filhotes possam chegar com vida ao mar e perpetuar a espécie.
Acho fundamental que, nesses casos, as populações locais sejam co-partícipes de qq trabalho do gênero.